Volume de material reciclado cai no auge da pandemia; fim do auxílio emergencial pode ser uma das causas

16 abril, 2021

Coletora e empresário tentam explicar fenômeno que ocorreu nos últimos dois meses.

Um mistério. Esta é a palavra para definir um fenômeno que aconteceu durante esta segunda onda da pandemia do novo Coronavírus em Cerejeiras: os moradores, confinados em suas casas, produziram menos lixo reciclável nos últimos dois meses.

Esta é a constatação da coletora Cristiane Sousa, que trabalha na coleta seletiva de materiais recicláveis em Cerejeiras. Segundo ela, houve uma diminuição significativa no volume de material disponível pelos moradores para a coleta nos meses de março e abril.

“A gente sempre coleta uma carga por mês, que é enviado num caminhão para Vilhena. Mas, no mês passado não conseguimos completar a carga”, disse a coletora.

Questionada sobre as razões, a coletora arrisca uma avaliação. “Acho que as coisas ficaram muito mais caras e as pessoas estão comprando menos”, disse Cristiane, entrevistada pelo FOLHA DO SUL ONLINE enquanto trabalhava na coleta no bairro Alvorada, na manhã desta quarta-feira, 14.

O empresário Vanderlei Betoni, que administra um dos principais supermercados da cidade, afirma (por WhatsApp) que não sabe dizer ao certo as razões para a diminuição deste material reciclado. Mas, assim como a coletora, arrisca alguns palpites.

“Tivemos o fim do auxílio emergencial, a proibição de vendas de bebidas alcóolicas nos fins de semana, o que estimula a compra de outros produtos junto com a bebida, a inflação dos alimentos e a motivação das pessoas, que ficou baixa demais e isso leva muitas a consumirem menos determinados produtos e devem ser exatamente estes produtos que geram lixo reciclável.

A diminuição das festinhas também pode ser outra das razões”. O empresário entrevistado também arrisca outro palpite que pode ser levado em consideração para solucionar o mistério. “Será que a prática de separar o material reciclado não diminuiu durante estes dias difíceis da pandemia? ”.

Por Folha do Sul/Rildo Costa

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