Opinião: O cenário político de Espigão do Oeste ainda dorme em “Berço Expendido”

O ano eleitoral está se iniciando, as convenções acontecem de 20 de junho a 05 de agosto. Este ano o eleitor brasileiro vai testar as mudanças propostas na Minirreforma Eleitoral. As eleições municipais será o laboratório para testar as mudanças propostas pela Justiça Eleitoral.

Uma das principais mudanças propostas foi a extinção das coligações proporcionais que foram eliminadas pela Justiça Eleitoral. Com o termino das coligações proporcionais vai pegar muito candidato profissional de calças curtas, acostumados a se darem bem com o apoio de outras agremiações.

Para a eleição de 2020, os candidatos ditos “bons de votos” e aqueles detentores de mandato começam a ter dificuldade para garantirem sua permanência na cadeira. “Persona non Grata” nos pequenos partidos, os ditos puxadores de voto que se esqueceram de “Cuidar do Partido” dificilmente conseguirão compor uma nominata para 2020.

Se as conversas não fluírem de maneira satisfatória entre os caciques locais, corre o risco de surgir novamente a exemplo da eleição de 2008 o chamado “Grupo da Morte”. A câmara de Espigão não “Foge à Regra”, no mínimo 06 candidatos tidos como “bons de votos” irão enfrentar dificuldades para arrumar um lugar para disputar a reeleição.

Apesar de que as convenções só acontecem entre os dias 20 de julho a 05 de agosto e, até lá muita “água ainda vai rolar”, as conversas já começam a fluir nos bastidores. Contrariando toda essa corrente pensante inicial de que os candidatos bons de votos são “Persona no Grata” no partido, a grande verdade é que sem eles a coisa fica é pior.

A ideia de que os candidatos “bom de voto” provocavam a desproporcionalidade entre os pré-candidatos na nominata, pode ser a solução para o sucesso do partido nas eleições. Sem um ou dois puxadores de voto na nominata os partidos de menor poderio terão dificuldades para conseguir atingir o cociente eleitoral, fundamental na legislação atual.

Poderá acontecer de um partido optar por montar sua nominata apenas com pré-candidatos de um certo potencial de voto e, ao abrir as urnas não alcançarem o cociente eleitoral exigido. Não alcançando o cociente eleitoral que neste pleito deve beirar os 1.630 votos, o partido que optou por esse tipo de nominata corre o risco de “Nadar e morrer na Praia”.

Mas como tudo é apenas cogitações dentro de um cenário político que se avizinha, o bom a todos os pretensos pré-candidatos se manterem atentos e abertos ao diálogo entre si. Até porque como já dissemos o que pode parecer a pior hipótese hoje, poderá vir a ser a melhor solução amanha, cabe a cada um escolher a banca certa para “vender o seu peixe” ao eleitor.

Já tenho dito!

Autor: Luizinho Carvalho/Cientista Social  

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