Opinião: No palanque promessas, no mandato é Deus!

A maioria dos políticos, após eleitos entrega tudo nas mãos de Deus como se Ele fosse o responsável pelos desmandos públicos

Impressiona como Deus é muito lembrado por ocasião das manifestações públicas com maior ênfase na política. Muito mais agora com as posses do presidente Bolsonaro e dos governadores nos 26 Estados e no Distrito Federal, que ocorreram no 1º dia do ano.

Somos conscientes que Deus é fundamental em tudo na vida, mas acreditamos que tem muito mais gente precisando do Todo Poderoso, que os políticos e os demagogos de plantão. Basta o interessado circular nos bairros mais afastados de Porto Velho para constatar a condição subumana, que boa parte da população vive -ou convive- principalmente as crianças.

São essas famílias, quase sempre numerosas, porque não têm orientação psicológica na geração de filhos, que dependem da ajuda, do apoio do Poder Público.

Elas sim dependem de Deus muito mais que políticos, que precisam trabalhar e administrar com competência o dinheiro público, para que o Senhor possa atender as pessoas doentes, deficientes e que estão em situação de extrema pobreza.

O cidadão que circular durante o dia nas ruas, avenidas e logradouros do centro de Porto Velho notará que organizar e dar melhores condições de vida a centenas de pedintes e drogados, que tomam conta dos locais não depende apenas de Deus.

Mas de uma ação efetiva do ser humano, principalmente do político, que tem os orçamentos da União, dos Estados e dos municípios para atender as necessidades do povo.

Reduzir a pobreza não custa caro, pois com dedicação, trabalho e organização com pouco é possível fazer muito, só depende de querer e usar o dinheiro público com responsabilidade. Basta reduzir a quantidade de “bolsas” criadas com a finalidade única de cabrestear o povo.

Por que o marginal que mata, estupra, violenta, rouba não trabalha e o povo trabalhador, que é penalizado com a ação marginal, ainda, tem que sustentar os criminosos e suas famílias? Você sustenta o marginal preso a sua família e ele destrói a sua.

É comum o político, nem todos lógico, assumir um cargo de relevância, com o voto popular, dizer que vai entregar tudo a Deus.

Não, o eleito deve assumir a função a ele confiada, através do voto popular e agradecer a Deus trabalhando de forma honesta, eficiente e voltada exclusivamente para a maioria do povo, pois é impossível atender a 100% da população. Por isso vivemos numa democracia.

Rondônia, por exemplo, é um Estado em fase embrionária e completou 37 anos de emancipação político-administrativa na última sexta-feira (4).

São pouco mais de três décadas e Rondônia já figura entre os mais importantes Estados devido a sua força econômica na pecuária, na produção de grãos, além de ser o maior produtor de peixe em cativeiro do país.

A carência de indústrias, para manufaturar pelo menos parte do que produz atrapalha o melhor desenvolvimento do Estado.

Com a chegada das usinas (Jirau e Santo Antônio, ambas no rio Madeira, em Porto Velho) a qualificação da mão de obra melhorou, mas está muito distante do necessário.

É preciso industrializar parte da nossa produção, seja a agrícola, a pecuária, a piscosa e até a madeira, ainda, abundante, para que possamos fomentar o emprego e melhorar a qualidade de vida da população.

Assumir um mandato eletivo, onde o cidadão faz promessas e mais promessas e colocá-lo nas mãos de Deus é demagogia.

Faça o que prometeu na campanha, atenda as necessidades do povo, busque melhorar a qualidade de vida da população e garanta saúde pública eficiente, segurança pública atuante, não pratique e combata a corrupção e ofereça oportunidades de trabalho.

Com certeza Deus ficará muito mais feliz. O político de bem com o povo e com Ele, pois está garantindo o mínimo de decência ao cidadão, que precisa de oportunidades de trabalho, não de promessas demagógicas.

Fonte: Waldir Costa

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