Opinião – BR 364 continua matando e prejudicando a economia do País

Além da violência urbana, onde ocorrem crimes todos os dias, na capital e no interior de Rondônia, a maioria relacionada a drogas, a BR 364, mais conhecida como “Rodovia da Morte” continua matando.

Esta semana várias pessoas perderam a vida devido a acidentes provocados por buracos na pista, sinalização precária e principalmente abusos de motoristas e motoqueiros.

Há um bom período estamos cobrando melhorias na principal rodovia federal de Rondônia e responsável por boa parte da economia do Estado devido ao porto graneleiro que exporta grãos em grande quantidade, inclusive do sul do Mato Grosso.

Sai ano, entra ano e a rodovia, construída na década de 80 continua com trechos intransitáveis, perigosos favorecendo ao elevado número de acidentes, a maioria com óbitos.

Também é importante dizer que a fiscalização e a sinalização são deficientes. A fiscalização devido à insuficiência de pessoal da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e os poucos postos existentes ao longo da rodovia, principalmente no trecho Porto Velho a Vilhena, com cerca de 700 km.

Os trabalhos de tapa-buracos efetuados todos os anos no período de verão amazônico (seca) não tem eficácia e serve muito mais para estufar os bolsos de empreiteiras e de políticos desonestos.

Há tempo, devido ao aumento da tonelagem das carretas com dois e três eixos transportando 50 a 60 toneladas, que a rodovia precisa ser restaurada e não maquiada com os tapa-buracos ineficientes e dispendiosos.

Esta semana devido às chuvas do período (inverno) a rodovia ficou 24 horas interditada, porque a cabeceira de um igarapé no trecho entre Ariquemes a Jaru, na Fazenda Nova Vida “rodou”. Felizmente não houve acidente e o Dnit conseguiu recuperar o aterro em tempo recorde e o tráfego liberado.

No final de 2018 a ponte sobre o igarapé Riozinho, distrito de Cacoal com o mesmo nome ficou interditada durante dias. O tráfego foi desviado para Espigão do Oeste, para quem vinha de Vilhena e Nova Estrela (distrito de Rolim de Moura), para motoristas que tinham como destino Vilhena e o centro sul do país.

Como as opções eram de rodovias estaduais sem estrutura para suportar o volume de tráfego e peso das carretas, em poucos dias ficaram danificadas deixando o tráfego perigoso e moroso.

As obras de reforço e reabilitação da ponte, ainda, estão sendo executadas, pois a previsão de conclusão é de 90 dias. Sem alternativa o tráfego sobre a ponte foi liberado, mas com apenas um veículo por vez por medida de segurança.

Com o problema ocorrido no igarapé “Valha-me Deus” às imediações da Fazenda Nova Vida os políticos da área federal de Rondônia se movimentaram e cobraram do governo federal (Dnit) a restauração da BR 364, duplicação e até a privatização, pois a rodovia não pode continuar matando e dificultando a estabilidade da economia do Estado.

Os novos políticos federais demonstraram força esta semana na pressão sobre a diretoria do Dnit. O senador Marcos Rogério (DEM), os deputados federais Léo Moraes (Podemos), Jaqueline Cassol (PP) e Sílvia Cristina (PDT) pressionaram o diretor geral do Dnit, general Santos Filho devido à interdição no trecho Ariquemes a Jaru. Além da solução para o problema em 24 horas receberam a informação da recuperação da ponte de Riozinho a partir de junho.

Senadores e deputados devem manter a pressão sobre o Dnit, para que a 364 seja totalmente restaurada no período de verão (seca), que está chegando e posteriormente duplicada, pois o volume de tráfego justifica o investimento.

A BR 364 não pode continuar sendo um passaporte para a morte, um entrave para a economia do Estado e consequentemente do País.

O porto graneleiro de Porto Velho, no rio Madeira é a grande opção econômica, para exportação de grãos (soja e milho) produzidos em Rondônia, a cada safra em maior quantidade e do sul do Mato Grosso rendendo divisas para a Nação.

Fonte: Waldir Costa

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