Opinião: A Dança das Cadeiras não é mais brincadeira de criança!

Cenário político de Espigão do Oeste já começa a mudar o cotidiano de muita gente.

A promulgação da Emenda Constitucional nº 97/2017 que trata da criação da cláusula de barreira e a vedação de coligações nas eleições proporcionais a ser aplicada em 2020, ao que parece vai ser o terror para os políticos menos avisados.

A justificativa pautada para a vedação às coligações nas eleições proporcionais é a de fortalecer o sistema político-partidário, uma seleção natural dos partidos, em que apenas subsistirão aqueles mais preparados e atualizados em suas fileiras.

Mas ao que tudo indica a “Ficha” começou a cair agora para muitos dos “candidatos profissionais” que passaram 03 anos literalmente “Voando nas Nuvens” e agora de repente se deparam com esse tremendo Abacaxi” nas mãos e não sabem como descascar.

Como o prazo para filiação e domicílio eleitoral é de apenas seis meses e não 12 meses como antes da minirreforma política, a perspectiva é que ocorrerá concorrido troca-troca de partidos por vários “nobres pares” do município na janela eleitoral.

Pelo andar da carruagem em breve alguns vereadores de Espigão deverão mudar de partido para disputar a reeleição nas eleições de outubro do próximo ano. O problema vai ser encontrar esse partido disposto a lhes abrir a porta.

Mas em observância aos burburinhos nos corredores do “Palácio Romeu Francisco Melhorança” já é grande a preocupação de alguns edis que já começam a coçar a cabeça na procura de um “lugarzinho” em outra legenda que esteja atualizada.

“O que se fala não se escreve”, esse dito popular serve para mostrar o desespero que já toma conta dos pretensos candidatos à reeleição. Tentam criar factoides que vão para esse ou para aquele partido, tentam mostrar uma falsa tranquilidade.

Mas a verdade é que aqueles que não se preocuparam em manter seus partidos atualizados, não se atentaram para a mudança da lei, imaginaram que seu mandato era “Vitalício”, esses correm o sério risco de serem demitidos nas urnas por incompetência.

Esse descuido de alguns dos “profissionais do voto” pode lhes custar caro no pleito de 2020, pois não haverá mais as chamadas “Coligações” onde os mais espertos sempre se salvavam com a ajuda de votos de outra legenda que compunha a coligação.

O desenho político atual apresenta semelhanças ao cenário de 2008, quando vários candidatos “Bons de Votos” se juntaram no “Grupo da Morte”. Apesar de ter um caminhão de votos, 03 deles acabaram não sendo eleitos, morreram na praia.

Até porque os “Voadores” não vão encontrar nenhuma legenda enxuta composta por uma nominata de candidatos medianos disposta a lhes abrir a porta para depois surrupiarem a cadeira planejada. Vamos aguardar para ver.

Autor: Luizinho Carvalho/Cientista Social 

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