Ministro de Lula usa criança com câncer para fazer propaganda, mas se omite em momento delicado

11 junho, 2026

Em novembro do ano passado, o pequeno Luís Felipe Benke dos Santos, de oito anos, recebeu a missão de levar o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, para um giro pelo Hospital Santo Antônio, em Blumenau, Santa Catarina.

A manhã era de festa. O ministro estava no lugar para apresentar o novo acelerador linear para tratamento de pessoas com câncer, caso do garoto Luís. Porém, ninguém poderia imaginar que aquele dia de festa e esperança marcaria o início de um ciclo de muita angústia e dor para o pequeno paciente do hospital em Blumenau.

Enfrentando uma longa batalha ao descobrir um câncer na perna em 2024, o pequeno morador de Balneário Camboriú passou por cirurgia e quimioterapia em Blumenau. No ano seguinte, veio a notícia de que a doença havia voltado e, desta vez, se alastrado pela coluna do garoto.

No dia em que recomeçou o tratamento, Luís revelou ter um sonho: viajar com a família para Portugal onde a irmã dele mora. No dia 11 de maio, depois de concluir o tratamento e ser liberado para viajar, Luís partiu com a família para a Europa.

Já durante o voo para Portugal, o menino começou a sofrer com fortes dores. Ao chegar em Lisboa, Luís não teve tempo de ver a Europa. Foi levado diretamente para um hospital especializado e, ao realizar exames, descobriu metástase na faringe, face e cabeça.

Desde então, a família começou uma luta para conseguir um voo da FAB que fizesse o transporte de Luís de volta a Santa Catarina as companhias aéreas rejeitam o transporte, diante dos riscos envolvidos, para que ele seguisse com o tratamento na máquina entregue pelo ministro da Saúde ao hospital em Blumenau.

O governo Lula não autorizou que um avião da FAB, tão utilizado por políticos para todo tipo de viagem, fizesse o resgate do menino. Assim, coube ao Governo de São Paulo intervir. Luís já retornou ao Brasil num voo da TAP, acompanhado por assistência médica.

Por Jornal da Cidade Online

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