‘Jaques Wagner é ponta do iceberg. Se PF puxar o fio, PT acaba’

19 junho, 2026

Senador do PL sugere haver mais petistas ligados à propina do Master atribuída ao senador baiano líder de Lula no Senado.

O pré-candidato a presidente da República, senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), sugeriu que mais petistas estariam envolvidos no caso de propina milionária que a Polícia Federal indicou ter sido destinada pelo Banco Master ao senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do presidente Lula (PT) no Senado.

Para Flávio, o senador baiano estaria apenas na superfície de um suposto esquema maior com potencial de liquidar o Partido dos Trabalhadores (PT), com o avanço das investigações da 9ª fase da Operação Compliance Zero, deflagrada ontem (18) contra Jaques Wagner.

“O brasileiro já conhece esse roteiro. Quando aparece escândalo, ninguém do PT sabe de nada. Jaques Wagner é só a ponta do iceberg. Se a Polícia Federal puxar o fio, o PT acaba!”, provocou Flávio, em vídeo publicado nas redes sociais, na noite de ontem.

O senador do PL expôs trecho de discurso antigo em que Jaques Wagner o acusa de fake news por ter citado o ponto central da investigação contra o senador petista: um “trambique” criado pelo PT da Bahia para garantir mais lucros ao Banco Master com crédito consignado altamente predatório.

Tal negociação suspeita envolveu o banqueiro Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro, na privatização de uma estatal baiana que operava um cartão de crédito consignado (Credcesta), apontado pela PF como gênese das fraudes do maior esquema de crimes financeiros da história do Brasil, operado pelo Master.

“Ontem o Lula estava dizendo lá fora que não era de esquerda. Hoje, a Polícia Federal encontra dinheiro vivo em dólar e euro, e investigam um suposto esquema de propina envolvendo o líder do PT no Senado, Jaques Wagner.

O homem forte do Lula teria recebido do Master um apartamento de luxo, uma mansão suspensa em Salvador, além de outros pagamentos suspeitos”, rebateu Flávio Bolsonaro, que é filho do rival de Lula e ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Por: Davi Soares

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