Indicado à diretoria da Abin promete investigar avião da FAB com cocaína

Ele considerou o episódio “um absurdo e grave desvio de função, que será punido com os rigores da lei”

Na reunião da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE) desta quarta-feira (26), o delegado da Polícia Federal, Alexandre Ramagem, indicado pela Presidência da República para a direção da Agência Brasileira de Inteligência (Abin).

Afirmou que o órgão deve colaborar com as investigações acerca da prisão de um militar da Aeronáutica em Sevilla, na Espanha, com 39 kg de cocaína em avião da Força Aérea Brasileira (FAB). Ele considerou o episódio “um absurdo e grave desvio de função, que será punido com os rigores da lei”.

Ramagem fez o comentário em resposta ao senador Flavio Bolsonaro (PSL-RJ) que destacou a relevância do setor de inteligência para o governo brasileiro, inclusive para prevenir casos como o imbróglio envolvendo a prisão do militar pela Guarda Civil Espanhola depois de deixar o avião reserva da Presidência da República.

O caso indignou o senador, que não poupou o oficial da Aeronáutica brasileira que trazia a droga em uma mochila. Ele chamou o incidente de “surreal” e admitiu que sentia vontade de utilizar “linguajar chulo” ao se referir ao fato, qualificando a conduta do militar como “criminosa”.

Dá vontade de utilizar palavras bem baixas para uma pessoa que faz uma coisa dessas, acreditando que não vai ser pega. Olha a relevância de se ter informações, e a iniciativa para se prevenir coisas desse tipo. É um criminoso, e bandido bom é aquele que a gente conhece deitado, enterrado.

É difícil até tentar tipificar a conduta desse bandido. Se seria “apenas” um traficante de drogas utilizando um avião da Presidência da República, ou se tem intenções de criar mais um problema contra o atual governo.

É inaceitável; chega a tirar do controle a vontade que vem à cabeça quando nos deparamos com algo desse tipo. Bom, o vagabundo já está detido em Sevilla e o governo irá colaborar de todas as formas para elucidarmos o caso — analisou Flavio Bolsonaro.

Que [o militar] seja retirado para não manchar os demais 300 mil militares neste país. Vai haver cooperação com as congêneres de polícia, de investigação e de inteligência, e os rigores da lei contra essa pessoa.

Temos que investigar porque ninguém chega com essa quantidade de entorpecentes sem uma fonte de origem e sem um contato. Todas essas questões têm que ser levantadas. A inteligência tem que estar nisso.

Fonte: Agência Senado

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