Farinheira preserva a Resex Rio Cautário e é beneficiada com recurso do crédito de carbono

15 outubro, 2020

Extrativistas e indígenas mantêm a floresta em pé há décadas

Grupos familiares nas comunidades da Reserva Extrativista Rio Cautário, em Costa Marques, onde o extrativismo é a grande alavanca para o projeto de crédito carbono dar certo, produzem com o melhor da terra.

São 26 famílias que vivem em atividades diversas nessa região, especialmente com a colheita da castanha, do látex, e o plantio de feijão, milho e frutas.

O Governo de Rondônia acompanha o início da execução do Projeto REDD+ da Resex Rio Cautário, onde algumas famílias já recebem bolsa mensal de R$ 1 mil como estímulo, a partir de contrato do Governo de Rondônia com uma empresa de investimentos e proteção ambiental para a obtenção de créditos de carbono.

Extrativistas e indígenas mantêm a floresta em pé há décadas. Na Comunidade Laranjal, Maria Silva Costa, 53 anos, consolida um trabalho que já dura 21 anos.

Ninguém a chama pelo nome, mas por dona Bahia. A qualquer hora que o visitante bater à porta do barracão, ela está presente.

Pouco descansa, mexe a massa com as mãos e movimenta dois fornos artesanais num ritmo incessante que lhe garante a produção diária.

Se a produção não para é sinal de que a freguesia vai buscar pessoalmente, ou então, nos mercados de Costa Marques e Pimenteiras do Oeste a sua cobiçada farinha d’água.

Com a venda do quilo a R$ 5, a saca de 60 quilos a R$ 300, a farinha de goma a R$ 7, entra renda todo mês. Geralmente, pedidos extras ultrapassam 20 sacos.

Tudo tem mercado nessas cidades e as vendas podem ser ampliadas com a disposição da logística de transporte até Guajará-Mirim, a 217 quilômetros.

Por Montezuma Cruz/Secom

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