Espigão do Oeste tenta sobreviver, mesmo sob o tacão do IBAMA

É quase uma tragédia, que se abateu sobre uma das comunidades mais progressistas de Rondônia.

É um acinte, um pacote de vingança disfarçada de legalidade, contra pessoas trabalhadoras e contra seus empregos.

É o poder do Estado usado, por alguns servidores, contra o direito ao trabalho e a sobrevivência de milhares de pessoas, em sua grande maioria decentes e que querem apenas sobreviver. Todos estão pagando por alguns ilegais.

Esse é um rápido ressumo do que está acontecendo com Espigão do Oeste, com aval de várias autoridades e, ao menos até há pouco, com os olhos semi vendados do Ministério do Meio Ambiente.

O ministro Ricardo Sales esteve em Espigão, prometendo ajudar os empresários e trabalhadores que dependem das madeireiras para sobreviverem, mas até agora fez mesmo muito pouco, embora tenha tomado algumas decisões, num encontro com rondonienses e com a bancada federal, que pode ao menos amenizar a crise.

Órgãos aparelhados nos tempos petistas continuam dominando as questões ambientais. No caso de Espigão, mais de 6 mil pessoas continuam correndo o risco de perderem seus empregos, totalizando (se cada um representar uma família), perto de 25 mil pessoas, que estão vivendo no desespero, por não poderem trabalhar.

E não podem, porque o Ibama manda mais que o Presidente da República; mais que o ministro do Meio Ambiente; mais que o Judiciário. Ali, todos são tratados como culpados, por um ataque feito contra um caminhão, cheio de combustível, que iria abastecer um helicóptero, usado na fiscalização de crimes ambientais na região.

Ou seja, todos os 6 mil podem ser considerados suspeitos. Ao ponto do Ibama cancelar os licenciamentos, há semanas, impedindo que as madeireiras da região trabalhem. É o caos, sentenciado por representantes do próprio Estado.

No domingo, o governador Marcos Rocha recebeu, no aeroporto Jorge Teixeira, antes de viajar a Brasília, um grupo de representantes de Espigão, num esforço para que o Governo rondoniense ajude, de todas as formas que puder, que essa tenebrosa situação acabe logo, antes que seja tarde demais.

Na segunda-feira, Rocha, acompanhado de representantes de Espigão, esteve novamente com o ministro Ricardo Sales, pedindo socorro. A bancada federal também esteve mais de duas horas com o ministro.

Sales novamente prometeu solução, embora cada vez mais se imagine que ele mande cada vez menos, porque seu poder não está acima dos órgãos que deveriam estar subordinados a ele.

É o Ibama quem decide, agora, se Espigão vai sobreviver ou se vai fechar as portas. O que não se entende é como o presidente Jair Bolsonaro ainda não entrou de sola, no circuito.

Se ninguém dá jeito, quem sabe um Presidente que manda de verdade não consegue desarticular esse pacote de ações, criado para destruir uma comunidade trabalhadora?

Fonte: Sergio Pires

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