Distrito do Pacarana amanheceu em silencio, com o início da Operação Honoris

As dependências da escola Tancredo Neves se transformaram no QG da operação.

A população do distrito de Boa Vista do Pacarana acostumada a acordar sonolenta pelo sossego do cotidiano, teve a sua rotina quebrada na manhã da quinta-feira 18 pela presença de militares envolvidos na operação Honoris.

Pelas conversas nos grupos de What App alguns não perderam o senso de humor com a situação. “Rezamos para os políticos trazer a Policia Militar aqui para o distrito, mas não era para trazer tudo isso aí não”.

Até os costumeiros curiosos de plantão que costumam ficar indo de lá para cá com suas motos, observando o movimento, sumiram na poeira a procura de ares mais limpos para respirar.

A força tarefa transformou o pacato distrito do Pacarana em vitrine nacional. Citada como a maior operação instalada no estado, a Operação Honoris aglutinou diversas forças.

Pelo contingente, pelo aparato logístico e as entidades envolvidas, a operação desencadeada com a presença do ministro do Meio Ambiente Ricardo Sales, tem vários objetivos.

A operação Honoris, busca identificar os autores do sequestro e destruição mediante incêndio do caminhão tanque que participava como apoio logístico a operação que foi suspensa pelo incidente.

Dar continuidade a operação abortada de maneira tempestiva, prosseguindo na localização, apreensão dos equipamentos deixados escondidos na área de preservação ambiental nas T.I. do Zoró, Suruí e Cinta Larga.

O setor madeireiro espera com muita expectativa o desenrolar dos fatos

O cenário protagonizado pela visita do ministro em Espigão do Oeste não agradou alguns seguimentos que esperavam um posicionamento mais direto, uma vez que a mobilização continha elementos com poder de decisão.

Após muitos discursos e entrevista a classe política partiu, deixando a incerteza para a população envolvida direta ou indiretamente no imbróglio criado com a suspensão da documentação das empresas do setor madeireiro.

Essa incerteza no setor de exploração da madeira ao que parece ainda vai perdurar por muito tempo, pois em todas as declarações das autoridades envolvidas a palavra é uma só:

“A operação Honoris não tem prazo para acabar”.

Fonte: Luizinho Carvalho/Cientista Social

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