De dentro das cadeias, o crime decide se nós, aqui fora, vamos viver ou morrer

Quando esse arremedo de país vai entrar nos trilhos e proteger, verdadeiramente, seus cidadãos de bem?

Aconteceu em onze Estados brasileiros, mas poderia ter acontecido em Rondônia ou em qualquer outra região do país. Basta a polícia agir, que acha!

De perto de 220 criminosos descobertos (homens e mulheres) em gangues e organizações criminosas que praticam assassinatos, assaltos, roubos, sequestros, furtos, mais de 30 por cento, ou seja, 67 dos bandidos, já estavam dentro da cadeia.

Todos condenados, todos cumprindo pena, todos sob a proteção do Estado. Ou seja, a cumplicidade com o crime organizado dentro dos presídios é absurda.

Em nome dos direitos humanos de assassinos cruéis e celerados, a grande maioria sem qualquer chance de recuperação, se criou uma série de proteção aos presos, que acabam permitindo que, de dentro das celas, eles comandem o crime aqui fora.

E não o fazem, sem dúvida alguma, sem algum tipo de ajuda de quem deveria puni-los e impedir que eles se organizem também dentro das cadeias, para continuar cometendo crimes contra a população indefesa.

Como é uma coisa muito difícil de provar, praticamente ninguém é punido, a não ser os brasileiros do bem, reféns desse tipo de gente e de uma legislação feita sob medida para proteger e incentivar o crime.

Quando não o é pela omissão e pela impunidade, é pela defesa dos direitos humanos, que valem mesmo só para quem comete algum tipo de delito.

A situação continua cada vez pior para quem é correto, trabalha duro, paga seus impostos e reza para não ser escolhido como alvo dos bandidos. E cada vez mais mole para eles, os criminosos.

Eles assassinam, trucidam, praticam crimes hediondos e, poucos anos depois, se condenados, já estão nas ruas de novo.

Atacam, matam, trucidam idosos, mulheres indefesas, crianças e, quando são pegos, recebem como pena, muitas vezes, reprimendas morais apenas, como se isso fosse resolver o dano que causaram.

Isso quando, em audiências de custódia, os magistrados não começam perguntando se a polícia tratou bem os que cometeram os mais diversos tipos de crime! Cada vez pior! Nas cadeias, abundam celulares, fugas fáceis, organizações cada vez mais fortes.

Ai daqueles que querem se recuperar e, presos, mesmo por crimes menos agressivos, querem voltar a viver em sociedade!

Os que não entram para alguma facção correm risco de vida e suas famílias, fora das cadeias, são ameaçadas e podem serem mortas também. E continua o festival de discursos em nome dos direitos dos canalhas que superlotam os presídios brasileiros.

Cada vez se ouve mais gritos em defesa da criminalidade, enquanto só se ouve sussurros, pouco mais que silêncio, sobre as vítimas, aterrorizadas, que estão sob o jugo do crime, tratado com tanta bondade pelas leis brasileiras.

Quando esse arremedo de país vai entrar nos trilhos e proteger, verdadeiramente, seus cidadãos de bem?

Fonte: Sérgio Pires

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