Brasil tem 11 milhões de analfabetos e há, ainda, 38 milhões de analfabetos funcionais

21 setembro, 2021

O legado de Paulo Freire não influiu no analfabetismo, mas sem dúvida influiu muito no analfabetismo funcional, que assola, segundo dados do IBGE, nada menos do que 38 milhões de brasileiros, ou, mais ou menos 18 por cento de toda a nossa população.

Há 750 milhões de pessoas no Planeta, mais de 11 milhões no Brasil, perto de 100 mil rondonienses que ainda vivem na mais completa escuridão.

Não pela falta de energia elétrica, mas que pode ser considerada ainda pior: a escuridão do conhecimento. Em pleno século 21, quando parte da Humanidade fala em robótica, em viagens interplanetárias, em celulares de última geração, em avanços nunca vistos na ciência e na medicina.

Toda essa gente, que, caso colocada junto, criaria o terceiro país com maior população do mundo, só perdendo para China e Índia, está dentro da triste estatística do analfabetismo. O analfabeto é aquele que, mesmo sabendo escrever seu nome, não tem conhecimento algum para realizar a leitura, escrita ou cálculos básicos, para que tenha uma vida funcional com um mínimo de qualidade.

Tão negativo quanto o analfabeto comum, é o analfabeto funcional. É aquele que se caracteriza por não saber escrever quase nada corretamente; nem fazer cálculos matemáticos simples e, mesmo conhecendo o básico, escreve e pronuncia as palavras erradas.

Os exemplos mais comuns: “tauba, “pobrema”, “cabelelero”, “cocrante” e dezenas de outras. Aqui e ali tem havido alguns avanços, nos últimos anos, mas no geral, o número de analfabetos e de analfabetos funcionais continua sendo assustador.

Toda essa questão vem ao debate, novamente, não só pela tragédia do analfabetismo em si, mas também pela queda da qualidade do ensino no Brasil. Na semana passada, registrou-se o centenário de Paulo Freire, o guru da educação no Brasil e também em outros países, principalmente os ideologicamente à esquerda. E a questão da teoria e da prática do ensino voltou à voga.

Freire, que nunca foi professor, mas advogado e jamais ensinou alguém, a não ser implantar e coordenar programas de alfabetização em acampamentos de sem-terra, era um grande teórico da educação.

A opção principal, na sua visão, era um ensino baseado nos interesses dos estudantes, nas suas preferências, no que representasse o seu meio de vida. Basicamente, criou um tipo de ensino adorado pelas ideologias socialistas/comunistas.

Mas, na prática, mesmo sendo adorado em vários países e principalmente no Brasil, a sua teoria, implantada durante anos no nosso país, piorou muito a qualidade da educação e os resultados, na prática, são incontestavelmente negativos.

O legado de Paulo Freire não influiu no analfabetismo, mas sem dúvida influiu muito no analfabetismo funcional, que assola, segundo dados do IBGE, nada menos do que 38 milhões de brasileiros, ou, mais ou menos 18 por cento de toda a nossa população.

Ao invés de avanços, tivemos grande atraso na qualidade das escolas e do que se leciona nas salas de aula. Não é de arrepiar os cabelos?

Sérgio Pires

Comentarios