Após atrito com governo, deputado Anderson assinala paz e traz informações sobre o PCCR dos agentes penitenciários

O deputado Anderson Pereira (PROS), reeleito em 2018, conversou com o jornal eletrônico Rondônia Dinâmica pouco antes do início da cerimônia de posse dos novos parlamentares para a 10ª Legislatura.

Em janeiro de 2017, o parlamentar, até então suplente, assumiu a titularidade do cargo na Assembleia Legislativa (ALE/RO) no lugar de Lúcia Teresa, que faleceu no final do ano anterior.

Entre outros pontos abordados, Anderson comemorou o fato de que, mesmo com pouca experiência legislativa, encarou as urnas e foi aprovado pela população rondoniense, figurando como o 11º deputado mais bem votado da nova composição do Poder.

“A experiência que nós tivemos, apesar de pouca, porque foram menos de dois anos para encarar as urnas, deu resultado”

Eu não era envolvida com política, não gostava de política, e tinha uma visão de como gostaria que fosse um político. “Com base nisso, desenvolvi meu trabalho e fui aprovado”, pontuou.

Para ele, a ideia agora é dar continuidade ao trabalho já desenvolvido, lutando pela valorização do trabalhador, pelo progresso, pelo crescimento do Estado, ombreado com o governo e os demais pares da ALE/RO.

Anderson do Singeperon nem havia sido empossado ainda para um novo mandato e seu viu no centro de uma polêmica iniciada pela gestão Coronel Marcos Rocha (PSL).

A Administração Pública optou por não cumprir o acordo estabelecido com a gestão anterior em relação ao Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração (PCCR) da categoria defendida pelo deputado no Legislativo, desencadeado o movimento paredista, logo veado pela Justiça.

A respeito do problema, deflagrado por conta da greve iniciada pelos agentes penitenciários e, logo em seguida, o início da Operação-Padrão nas instituições carcerárias após a intervenção do Judiciário negando o direito à paralisação, o parlamentar asseverou:

“Eu digo que o imbróglio não foi começado por mim. Foi começado pelo Executivo, mas estamos buscando o melhor diálogo, o melhor caminho para resolver o impasse”.

O deputado entende que a categoria deflagrou um movimento legítimo, “que eu considero e apoio em todos os sentidos”.

“Estou ao lado dos agentes penitenciários e busco o caminho do diálogo, como sempre busquei na condição de sindicalistas para tentar resolver os impasses”

“É possível, sim, chegar à solução, basta o interesse político. A gente percebe que nos primeiros diálogos não havia [interesse político], mas agora o governo já analisou melhor a questão e está tomando outras atitudes.

O Executivo já está mais suscetível às discussões a fim de que possamos chegar a um denominador comum e resolver definitivamente a questão”, salientou.

O deputado Anderson Pereira fez questão de relembrar que a categoria dos agentes penitenciários é a que tem o pior salário do Brasil, e a profissão é considerada a segunda mais perigosa do mundo.

“É um nível de estresse muito grande. Então tem de haver reconhecimento e valorização. As condições de trabalho têm melhorado, mas as salariais estão muito precárias.

“Não vamos resolver tudo de uma vez porque o governo está começando, então temos de ter sensatez e pensar dessa forma”

Perguntado se a rusga travada com a gestão liberal o insere automaticamente na condição de oposição no parlamento regional, Anderson deixou claro:

“Não existe nenhuma postura de oposição da minha parte. Fui considerado oposição no governo Confúcio e aliado da gestão Daniel Pereira.

Se fizermos uma análise, e a imprensa puxar o histórico, será fácil perceber que minha postura sempre foi a mesma, seja num bloco de oposição ou numa frente de situação”, declarou.

O parlamentar dá garantias de que, se a matéria for boa para o Estado, não ficará parada na Assembleia, “tem que ir para a frente. Quero ajudar o governo a crescer, a se desenvolver”.

PCCR

“Existe, com certeza”, respondeu sobre se há possiblidade ou não de o PCCR ser implementado mesmo após todo o entrave entre a categoria, o sindicato representativo e o governo Rocha.

“Até porque foi promessa de campanha do governo atual. E eu estarei acompanhando as deliberações para que o acordo seja concretizado”, concluiu.

Fonte: Vinicius Canova

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