Amazonas quer levar nossas grandes empresas para fora de Rondônia

O estado pode perder anualmente 1 bilhão de reais em ICMS.

Por falta de ação, por não priorizar uma obra vital; por empurrá-la com a barriga, há anos, entra governo e sai governo, Rondônia pode acabar tendo um prejuízo de tal monta.

Um prejuízo que levaria anos para se recuperar. Isso é, se conseguisse se recuperar algum dia!

Os cofres do Estado podem perder, todo o mês, nada menos do que 80 milhões de reais (perto de 1 bilhão por ano ou um oitavo do total de seu atual orçamento de 2019), caso não resolva o problema da Estrada do Belmont. Isso mesmo!

Uma pequena estrada, de pouco mais de quatro quilômetros, que não custaria aos cofres públicos mais que 8 milhões de reais, com todas as estruturas necessárias, pode causar um dano arrasa quarteirão à economia de Porto Velho e de Rondônia.

O motivo é simples: as grandes empresas de distribuição de combustível (gasolina, diesel, gás de cozinha e outros derivados de petróleo), estão sendo instadas a se mudarem para Humaitá, no Amazonas, onde teriam acesso muito melhor e mais barato ao um porto, para desembarcarem suas mercadorias e as distribuir por toda a região.

Várias grandes empresas, como a Ipiranga, a JBS, a ATEM Distribuidora, a PDV S.A. e outras, estão quase desistindo de trabalharem nas péssimas condições impostas por uma rodovia de chão batido, abandonada pelo poder público, mesmo que nela passem, todos os meses, alguma coisa em torno de 12 por cento de todo o ICMS recolhido nesta terra de Rondon.

Em jogo, não apenas danos materiais e grandes perdas financeiras das empresas que ali recebem suas mercadorias. O abandono da Belmont prejudica também grande número de moradores do bairro Nacional, que, desesperados, devido a péssima qualidade da Estrada, já a fecharam inúmeras vezes, exigindo uma solução que até agora não passou de promessas em série.

Ali, onde apenas uma balsa que vem do rio Madeira pode descarregar até 3 milhões de litros de combustível, empresas, caminhoneiros e moradores vivem um verdadeiro inferno, todos os dias.

Há não apenas prejuízos porque a estrada de tão importantes terminais de carga e descarga, está longe de receber o apoio que merece (Prefeitura e Estado ficam empurrando o problema um para o outro) mas os há igualmente, porque nenhum empresário pode imaginar fazer novos investimentos.

Ampliar seus negócios, comprar novos e modernos equipamentos, porque ninguém sabe até quando a Belmont estará aberta e até quando suportará o trânsito que abriga todos os dias.

Há muito tempo as autoridades do Amazonas estão de olho nesse riquíssimo mercado de Porto Velho, que, infelizmente, nossas autoridades desprezam. Felizmente, há agora uma luz no fim do túnel: o governador Marcos Rocha já sabe do assunto e, ao que tudo indica, vai resolver priorizar a solução do problema.

Até porque poderia estourar nas mãos dele uma perda financeira absurda, causada por erros do passado , quando fizeram de conta que a Estrada do Belmont não é importante. Os 80 milhões de reais em ICMS, todos os meses, não são argumentos suficientes para resolver o problema?

Fonte: Primeira Mão

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