7 votos a 1: Vereadores aceitam denúncia contra presidente da câmara

Rabelo foi afastado da presidência, o vice Eudes Venâncio assumiu o cargo enquanto durar a investigação.

Sete vereadores de Ouro Preto do Oeste votaram pela aceitação da denúncia oferecida contra o presidente Josimar Rabelo Cavalcante, o J. Rabelo (PTB) por improbidade administrativa, denunciação caluniosa e por quebra de decoro parlamentar, no seu envolvimento na denúncia de desvio e venda de 100 litros de óleo diesel da garagem da prefeitura municipal.

O vereador foi afastado da função de presidente da Câmara enquanto o processo contra ele tramitar no Poder Legislativo, o vereador Eudes Venâncio será o presidente enquanto durar o processo.

A denúncia com 13 páginas foi protocolada por Geovane Gabriel Ferreira, servidor público estadual lotado no Departamento Estadual de Trânsito (Detran/RO), sob a alegação de que foi forjada a denúncia de desvio de 100 litros de óleo diesel, feita em outubro de 2017, pelo presidente da Câmara contra Rougeri Fernando Brustolim, ex-titular da Secretaria de Infraestrutura e Obras (SEMINFRA).

 O servidor concursado Francismar Torres Santana e o servidor portariado Leonildo Almeida Barros, que no mês passado em um acidente de trânsito na RO-133 quando se deslocava para Machadinho do Oeste. Uma Comissão formada para investigar a denúncia tem o vereador Serginho Castilho (PRP) como presidente, Bruno Brustolon (PSDC) como relator e Delísio Fernandes como membro.

Os vereadores entram de férias no dia 17 de julho e só retornam no dia 2 de agosto. No entanto, Serginho Castilho armou à reportagem do Correio Central que vai seguir o Rito do processo mesmo com o recesso. São cinco dias para a comissão avaliar a denúncia e os vídeos, e o presidente J. Rabelo terá 10 dias para apresentar sua defesa.

DEFESA ISOLADA

Na Sessão de ontem, apenas o vereador Delísio Fernandes (PSB) foi o único parlamentar ficou do lado do presidente, inclusive ele fez um discurso na tribuna da Câmara dizendo que se o prefeito Vagno Panisoly e o secretário Rougeri Fernando estivessem sendo chantageados eles é que deveriam procurar a polícia e denunciar.

O questionamento de Delísio foi similar ao da audiência de depoimentos na 1ª Vara Criminal do Fórum com o juiz Rogério Montai e o promotor Tiago Cadore, ocasião em que o vereador J. Rabelo foi perguntado o porquê quando tinha em mãos a gravação não procurou a polícia, ao invés de procurar o prefeito e o secretário.

Para o vereador Delísio, o prefeito e o ex-secretário envolvidos na suposta trama é que deveriam denunciar. “Eu vejo que houve aí omissões por parte dos dois que citam que foram chantageados”, disse Delisio armando em seguida que o presidente fez certo ao “gravar” o vídeo porque era uma maneira de dar proteção ao prefeito e a ele próprio”, falou o vereador.

A questão é que, no seu discurso, Delísio disse não ver má-fé da parte do vereador denunciado, enquanto praticamente todos os envolvidos armaram em depoimento ao juiz Rogério Montai de lima e ao promotor Tiago Cadore que tudo se tratou de uma armação e o vídeo foi forjado. “Uma vez que ele teve a iniciativa de fazer o vídeo, esse vídeo com certeza seria uma prova a seu favor e não desfavor”, disse Delísio, comprando assim que J. Rabelo seria o responsável pelo vídeo.

O discurso do vereador contrapõe as atitudes que foram tomadas pela administração. Tão logo tomou conhecimento dos fatos o prefeito Panisoly abriu uma comissão de sindicância, e também atendeu a Justiça afastando todos os denunciados, inclusive Rougeri Fernando que sofreu execração pública e passou por uma depressão terrível.

O vereador J. Rabelo disse que tudo se trata de uma armação e que não deve nada. A reportagem do Correio Central estará divulgando os vídeos, caso a Justiça autorize, para que a população ouça os depoimentos no Fórum e façam juízo dos fatos fora da esfera política.

Fonte: Mixrondonia

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